Adivinhas
Aperte o botão para ver uma adivinha: tente resolvê-la e depois revele a resposta. São 105 adivinhas, e nenhuma aparece duas vezes até que todas tenham aparecido.
Para que serve
Uma coleção de adivinhas clássicas para treinar a mente e se divertir em família ou com os amigos. Leia a adivinha, pense um pouco e depois revele a resposta.
Dica
Perfeitas para crianças, festas, viagens e momentos de espera. Experimente inventar outras novas a partir destas!
Como uma adivinha é construída
Quase todas funcionam do mesmo jeito: descrevem uma coisa com palavras que fazem pensar em outra, aproveitando um duplo sentido ou uma metáfora que quem ouve leva ao pé da letra. “Tem dentes, mas não morde” funciona porque a palavra dentes evoca uma boca, e a solução é um pente.
O mecanismo se chama pista falsa, e a sua elegância está no fato de que toda a informação é verdadeira: nenhuma adivinha bem-feita mente. Quem a resolve não descobre um dado oculto: muda a forma de ler o que já tinha diante de si, e por isso a solução, depois de dita, parece óbvia.
Por que a resposta vem quando você para de procurá-la
É um fenômeno conhecido na psicologia como fixação: depois de interpretar “dentes” como parte de uma boca, o cérebro continua procurando nessa direção e não consegue largá-la. A resposta quase sempre chega depois de uma pausa, quando a interpretação errada se enfraqueceu.
Daí o conselho prático para uma noite em família: não dê a resposta logo de cara, mas deixe a adivinha no ar e volte a ela dez minutos depois. É também por isso que as crianças às vezes resolvem antes dos adultos: têm menos interpretações já firmadas para abandonar.
São mais antigas que quase tudo
A adivinha é um dos gêneros mais antigos que se conhecem: aparece em tabuletas sumérias de quatro mil anos atrás, em papiros egípcios, na Bíblia, na Edda nórdica e em manuscritos anglo-saxões, nos quais um único códice reúne quase cem. E há o enigma da Esfinge, talvez a história mais famosa em que uma resposta errada custa a vida.
Em italiano, o primeiro texto considerado em língua vulgar, o Indovinello Veronese (Adivinha de Verona) do século VIII ou IX, é justamente uma adivinha: descreve um escriba que semeia em um campo branco com um arado branco. É uma coincidência que diz algo sobre o gênero: brincar com o duplo sentido é uma das primeiras coisas que se fazem com uma língua nova.
Como inventar uma adivinha que funciona
Você começa pela resposta, não pela pergunta. Você lista as características do objeto e procura aquela que, posta nas palavras certas, evoca outra coisa. Depois acrescenta um ou dois detalhes verdadeiros que reforcem a interpretação errada, e um que a contradiga, que é o que torna possível a solução.
A regra que separa uma boa adivinha de uma frustrante é que a solução, depois de dita, tem de fazer as pessoas dizerem “era óbvio”. Se for preciso uma explicação, a adivinha não funciona: significa que a ligação entre a descrição e o objeto era fraca demais para ser encontrada.
Ferramentas parecidas
Para outros jogos em grupo, há Você prefere…?, Piadas e Quiz de conhecimentos gerais. Para brincar com palavras, há Adivinhe a palavra e Gerador de anagramas.