Você prefere…?
Aperte o botão para ver um dilema de “você prefere”, com duas opções bem difíceis para escolher. São 103 dilemas, e nenhum se repete até que todos tenham aparecido.
Para que serve
O clássico jogo do “você prefere”: duas escolhas absurdas ou impossíveis que provocam debate e risada. Perfeito para festas, viagens de carro e jantares com amigos.
Como jogar
Cada pessoa precisa escolher uma das duas opções e explicar por quê. Não vale dizer “nenhuma das duas”!
Por que o jogo só funciona se ninguém pode passar a vez
A regra que proíbe dizer “nenhuma das duas” parece grosseria, mas é, na verdade, o jogo inteiro: ser obrigado a escolher entre duas coisas ruins, ou duas boas, obriga você a criar um critério, e é esse critério, não a escolha, que é interessante. Duas pessoas que escolhem a mesma opção por razões opostas disseram muito mais do que duas que escolheram opções diferentes.
É o mesmo mecanismo dos dilemas usados na filosofia e em entrevistas: a pergunta não tem resposta certa, serve para trazer à tona o que a pessoa considera importante. E funciona justamente porque é um jogo: ninguém fica na defensiva diante de uma pergunta absurda.
Como escrever uma boa pergunta
As duas opções precisam ser equilibradas: se uma é claramente melhor, todo mundo escolhe essa e não há discussão. A boa pergunta é a que divide o grupo, e você a reconhece porque alguém começa a explicar sem que ninguém peça.
O segundo requisito é a concretude: “você prefere ser rico ou feliz” não rende nada, porque é abstrata e a resposta é socialmente obrigatória. “Você prefere nunca mais ouvir música ou nunca mais ver filmes” funciona, porque cada pessoa pensa em algo específico que perderia.
As perguntas que estragam a noite
As que envolvem pessoas presentes, mesmo de brincadeira: quem você salvaria, quem você deixaria para trás, quem é o menos simpático. Elas não geram debate, geram um constrangimento que fica, e é por isso que coleções bem-feitas não as incluem.
E as que pedem que você escolha entre duas coisas que mexem de verdade com alguém do grupo: uma doença, um luto, uma separação. O jogo vive do absurdo e do hipotético; no momento em que vira realidade, deixa de ser jogo. A regra prática é simples: se uma pergunta pode magoar alguém na sala, pule.
Onde funciona melhor
Em carros e filas, onde você precisa de algo que não exija material nem mesa; com crianças, que respondem com seriedade absoluta e dão as melhores respostas; e como quebra-gelo em um grupo de pessoas que não se conhecem, porque é o único formato em que falar de si não parece falar de si.
O jeito de fazer o jogo durar é a regra do porquê obrigatório: quem escolhe precisa explicar, e quem ouve pode fazer uma pergunta. Sem o porquê, o jogo dura três minutos; com o porquê, vira conversa e nem é preciso a próxima pergunta.
Veja também
Para outros jogos em grupo, há Adivinhas, Piadas e Quiz de conhecimentos gerais. Para decidir quem começa, Roleta da sorte e Cara ou coroa.