Cortar áudio
Apare um trecho de um arquivo de áudio ou MP3 escolhendo o início e o fim, ouça a prévia e baixe o resultado. Tudo roda no seu navegador.
MP3, WAV, M4A, OGG…
Para que serve cortar áudio
Aparar uma faixa é útil para pegar só o refrão de uma música, isolar uma fala de uma entrevista, fazer um toque de celular ou remover silêncios e partes inúteis no começo e no fim de uma gravação.
Mesmo formato ou WAV: o que muda
Por padrão o trecho sai no mesmo formato do arquivo, copiado como estava, sem recomprimir: um MP3 continua sendo MP3 com a sua própria qualidade, e é cortado num instante mesmo que dure uma hora, porque não precisa ser decodificado. O preço é que um arquivo comprimido só pode ser cortado entre um pacote e o seguinte (num MP3, um a cada 26 milissegundos mais ou menos), então as pontas se alargam um pouco, e a página informa quanto.
Com a opção WAV, precisão de amostra o trecho é descomprimido e cortado exatamente nos pontos escolhidos: é o caminho para uma edição precisa, e pesa cerca de dez vezes mais. Um arquivo que já é WAV é sempre cortado na amostra exata e sem recomprimir, porque seus bytes podem ser copiados como estão.
Onde cortar, para o corte não ser ouvido
O ponto certo não é onde a palavra termina, mas onde o som já está perto do silêncio. Cortar enquanto um som ainda soa deixa um degrau brusco na forma de onda, e o ouvido percebe isso como um estalo seco: é o defeito mais comum de uma edição apressada.
Na fala, o melhor lugar é dentro da pausa entre duas frases, mas sem colar na palavra: um décimo de segundo de respiração antes e depois deixa o corte invisível e a frase natural. Na música, por outro lado, o corte deve cair no tempo forte, ou seja, no início de um compasso, porque é ali que o ouvido espera uma mudança.
Um fade quase sempre é a resposta
Mesmo cortando no lugar certo, um fade de alguns milissegundos no início e no fim elimina qualquer estalo residual: é a mesma correção que os programas de edição aplicam por padrão, muitas vezes sem avisar. Ele não é ouvido como efeito, porque é curto demais para ser percebido.
Para um toque de celular ou um trecho que se repete em loop, é preciso o contrário: o final tem que emendar de volta no início, então o corte deve cair num compasso inteiro e os fades devem ficar extremamente curtos, ou a emenda será ouvida a cada repetição.
Por que WAV, e quando outro formato é melhor
Um WAV guarda as amostras como são, sem compressão: é o formato certo para começar qualquer trabalho posterior, porque não acrescenta perda nenhuma além da que o arquivo de origem já tinha. Cada passagem por um formato comprimido, por outro lado, recomprime do zero e tira um pouco de qualidade, mesmo quando o arquivo não é modificado.
O custo é o tamanho: cerca de dez megabytes por minuto em estéreo com qualidade de CD, contra apenas um megabyte, se tanto, de um MP3. Para arquivar ou para a etapa seguinte é ideal; para enviar por e-mail ou por chat vale a pena converter, uma única vez e só no final.
As duas coisas que todo mundo esquece antes de baixar
Volume: um trecho tirado de uma faixa gravada em volume baixo soa muito mais baixo do que um tirado de uma faixa moderna, e numa coleção de clipes a diferença é gritante. Vale compará-lo com os outros antes de dar o trabalho por terminado.
E direitos autorais: aparar o refrão de uma música para uso pessoal é uma coisa, publicá-lo ou usá-lo num vídeo é outra, e os sistemas de reconhecimento automático das plataformas detectam até poucos segundos. Um trecho curto não é livre automaticamente: a brevidade, por si só, não é uma isenção legal.
Veja também
Para juntar várias faixas, existe Juntar áudios, para mudar o formato, Conversor de áudio e para a velocidade, Mudar a velocidade do áudio. Para gravar do zero, Gravador de voz, e para o áudio de dentro de um vídeo, Extrair áudio de vídeo.